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Afinidade com Exatas indicou vocação para a área

Postado - 30/09/2019 10:00

Ex-alunos

Olhando para trás, ainda na época da escolha de carreira, o Engenheiro Civil Facens André Plana vê com simpatia e orgulho a influência recebida do pai, que apesar de não ser engenheiro trabalha há mais de 40 anos na área. Foi quando percebeu sua própria predileção pelas disciplinas de exatas e se decidiu pelo curso.

A única dúvida inicial foi entre Arquitetura e Engenharia. Mas, após participar de uma feira de profissões na escola onde fez o Ensino Médio, viu que tinha mais afinidade com a Engenharia Civil, campo mais próximo do raciocínio lógico, da objetividade e das disciplinas de exatas.

Além disso, durante a graduação, ficou muito claro, para ele, a amplitude das possibilidades oferecidas pelo curso, que podia ir desde a parte mais estrutural, de execução de obras, até operar em áreas como consultoria ou comercial. Plana pôde, além de tudo, descobrir sua vocação a partir das oportunidades de atuar na prática já na graduação, dentro da Facens e com as experiências de estágio em grandes empresas. Confira a entrevista a seguir.

FacensMesmo confirmando a sua vocação, a graduação ou a prática profissional trouxeram surpresas para você em relação às possibilidades de carreira?

André Plana – Além da graduação, minha primeira experiência de estágio foi em uma empresa de Engenharia Ambiental, podendo ainda atuar na área de solos, de asfalto, e trabalhar muito com execução de obras. Mas outro campo que pude descobrir foi o de Orçamentos. E isso começou a abrir minha cabeça para outras possibilidades na carreira da Engenharia. Vi que era possível trabalhar também mais orientado para a parte de negócios, mais comercial. Além disso, durante o curso, vi não só quais eram as áreas que eu realmente queria explorar, mas também aquelas com as quais eu não me identificava. Vi, por exemplo, que não seria um engenheiro calculista, focado na área de cálculos.

 

FacensJá naquela época a Facens tinha a vocação de incentivar a prática dos alunos? Você vivenciou isso?

André Plana – Sim. Outra experiência crítica para a minha formação foi poder atuar na Facens Jr., já desde o 1º ano. Como em uma empresa, entrei como estagiário ajudando na execução de projetos, logo cheguei à presidência da empresa Júnior, cargo que exerci durante dois anos. E tive a sorte de fazer parte de um projeto que se destacou por ser o maior do país, naquele momento, de uma empresa Júnior da área. Trabalhamos no recadastramento imobiliário de Sorocaba, empregamos dezenas de alunos. O fato de a Facens estar diretamente empenhada no fomento do empreendedorismo na formação dos alunos também abriu muitas portas. Eu tive na época essa estrutura para me desenvolver e isso foi fundamental para a minha formação, além de toda a parte teórica. Não é só a formação individual e profissional, mas ampliar nosso envolvimento com o mercado e abrir nossos olhos para todos os campos que são possíveis de explorar na profissão.

 

FacensE isso é um diferencial importante para o mercado de trabalho hoje.

André Plana – Eu vejo que o engenheiro, atualmente, é um profissional muito bem-vindo ao mercado. Principalmente por ser alguém preparado para atuar como “problem solver”, ou seja, alguém com habilidade para, em qualquer área, pensar na resolução de problemas. Vejo que o mais difícil não é necessariamente dominar a parte técnica, mas comportamental. Quanto mais digitalizado o ambiente, quanto mais envolto em tecnologia, o diferencial do profissional recai sobre suas habilidades pessoais, sua agilidade. Nesse sentido, a faculdade me proporcionou poder desenvolver uma habilidade que, de certa forma eu já tinha, mas me dando muito mais ferramentas. Eu pude otimizar essa bagagem e acrescentar treinamento. 

 

FacensCom essa bagagem acumulada, como foi sua chegada efetivamente ao mercado de trabalho, após a graduação?

André Plana – Minha primeira experiência depois de formado foi na empresa Gerdau, onde pude aplicar todo o meu conhecimento, 2007 era um período no qual estavam em alta os programas de trainee, e a escolha de para onde ir foi uma decisão fundamental. Logo antes de me formar,  fiquei diante de uma escolha dura: ir para a Camargo Corrêa, num posto fora do país, na construção de uma grande hidrelétrica em Moçambique, algo que era o sonho de todo engenheiro civil, ou ir para uma grande companhia nacional, Gerdau, onde a posição também era desafiadora. Iniciei em um centro de beneficiamento de aço, na fábrica, mas logo surgiu uma vaga em Marketing; era uma área de inteligência e crucial para a competitividade, algo para o qual eu sinceramente não havia sido preparado, mas a possibilidade de influenciar o negócio, a tomada de decisao para aumento da rentabilidade foi algo que abracei como risco e oportunidade.

 

FacensNesse posto, qual foi seu maior desafio?

André Plana – Comecei a perceber que tínhamos oportunidades em diversas áreas, mas que a precificação era onde o benefício x risco x esforço tinha o maior potencial para gerarmos resultados. Ainda que houvesse na época oportunidades de otimização, nesse aspecto, uma empresa de produtos de transformação é mais limitada. É mais desafiador atuar com bens de consumo, com tecnologia. E fui cada vez mais percebendo a necessidade de me preparar, fazer uma pós-graduação. Fiz um MBA que foi muito importante também para minha formação.

 

FacensA partir daí, como seguiu sua trajetória profissional?

André Plana – Outra experiência importante foi poder atuar fora do Brasil, durante cinco anos, como gerente na Microsoft, fiquei 2.5 anos na sede, em Seattle (EUA). O crescimento foi proporcionado não só pelo cargo em si e por estar nessa grande empresa, mas também pelo contato com uma cultura diferente da nossa. Na sequência, resolvi voltar ao Brasil e pude passar dois anos na PepsiCo, também uma experiência profissional muito proveitosa. E eu estava feliz lá, mas fui convidado para ir para onde estou agora, na Colgate-Palmolive, onde estou há dois meses, como diretor de Revenue Growth Management. Mais uma vez eu volto para o ponto da resolução de problemas, quando é preciso aplicar a capacidade lógica. Diria que este é hoje um fator de diferenciação no mercado.

 

FacensPara os estudantes que estão hoje na Facens você daria algum conselho ou recado?

André Plana – Acho que a formação técnica é o que a faculdade pode te proporcionar, apresentando-lhes uma caixa de ferramentas, e mostrando para que elas servem; mas, no dia a dia, o que é necessário para o ambiente de negócios atual são profissionais que saibam utilizar a ferramenta correta, que tomem riscos calculados, sejam proativos e tenham a curiosidade intelectual de questionar o porque dos fatos e o que pode ser feito de forma diferente. Não tenham medo de assumir riscos. Toda decisão é uma renúncia, e o mais importante é saber para onde se quer ir e poder se arrepender das decisões que tomou, mas não das que deixou de tomar.

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